Em fevereiro, a Dívida Pública Federal (DPF) registrou um aumento significativo, impulsionada por emissões mensais recorde e um volume reduzido de vencimentos de títulos. De acordo com dados divulgados pelo Tesouro Nacional nesta sexta-feira (28), a DPF subiu de R$ 7,253 trilhões em janeiro para R$ 7,492 trilhões no mês passado, representando uma alta de 3,3%.
Vale lembrar que em junho do ano anterior, a DPF ultrapassou pela primeira vez a marca de R$ 7 trilhões. Apesar do crescimento observado em fevereiro, a dívida pública ainda se encontra abaixo das previsões estabelecidas. O Plano Anual de Financiamento (PAF), apresentado no início deste mês, estima que o estoque da DPF deverá encerrar 2025 entre R$ 8,1 trilhões e R$ 8,5 trilhões.
No que diz respeito à Dívida Pública Mobiliária interna (DPMFi), houve um aumento de 0,23%, com o total passando de R$ 6,951 trilhões em janeiro para R$ 7,178 trilhões em fevereiro. O Tesouro Nacional emitiu R$ 189,92 bilhões a mais em títulos do que os valores resgatados no mesmo período, destacando-se principalmente os papéis prefixados e aqueles atrelados à taxa Selic. Essa elevação foi ainda reforçada pela apropriação de R$ 70,85 bilhões em juros.
A apropriação de juros é um mecanismo pelo qual o governo reconhece mensalmente a correção dos juros sobre os títulos e incorpora esse valor ao total da dívida pública. Com a taxa Selic fixada em 14,25% ao ano, essa prática tem pressionado o endividamento governamental.
Em fevereiro, o Tesouro emitiu R$ 145,39 bilhões em títulos da DPMFi, atingindo o maior volume mensal desde o início da série histórica em novembro de 2006. Com um baixo volume de vencimentos no mês passado, os resgates totalizaram apenas R$ 33,976 bilhões, o menor valor desde dezembro do ano anterior.
Por fim, a Dívida Pública Federal externa (DPFe) também apresentou crescimento de 4,15%, subindo de R$ 301,81 bilhões em janeiro para R$ 314,34 bilhões em fevereiro. Os principais fatores para esse incremento foram a valorização de 1,35% do dólar e a emissão de US$ 2,5 bilhões em títulos no exterior.