Repórter

Iguatemi

Cobrança extra em contas de água de camelôs é suspensa pela Justiça

Os trabalhadores do camelódromo conquistaram uma vitória na Justiça após questionarem cobranças consideradas abusivas nas contas de água.

O vereador e advogado Bira Teixeira ingressou com uma ação judicial para anular uma taxa aplicada pela Corsan, atualmente administrada pela Aegea Saneamento, que vinha sendo cobrada sobre as bancas dos comerciantes.

De acordo com os trabalhadores, o problema veio à tona quando uma das contas de água chegou ao valor de R$ 1.740, causando grande preocupação entre os camelôs. Até então, segundo relatos dos próprios comerciantes, as contas costumavam variar entre R$ 210 e R$ 250.

Ao analisar a situação, foi constatado que, além da cobrança normal pelo consumo de água, estava sendo aplicada uma taxa adicional por banca no camelódromo. O modelo de cobrança chamou atenção por ser semelhante ao adotado em alguns municípios do Estado, onde houve questionamentos judiciais sobre tarifas calculadas por unidades internas, como quartos de hotéis.

Diante da situação, o vereador criticou a medida e defendeu os trabalhadores afetados. A ação resultou na concessão de liminar que suspende a cobrança da taxa, decisão assinada pelo juiz Guilherme Mafassioli Corrêa. Com a decisão judicial, a cobrança adicional fica interrompida até o julgamento definitivo do processo. Os camelôs esperam agora que a Justiça confirme a anulação da taxa, evitando novos aumentos nas contas de água que impactem diretamente o trabalho e a renda dos comerciantes.

Fonte: Rádio Repórter